Boa Tarde! Sábado, 23 de Setembro de 2017

ÁGUA POTÁVEL



De alguns anos a esta parte, assumiu destaque, em vista de sua importância para a vida humana, a questão da qualidade e da disponibilidade de água em futuro não distante. A ausência de medidas comprovadamente eficientes para controle da poluição/contaminação da água podem comprometer ambos os aspectos. As águas ocupam 71% da superfície do planeta, existindo ainda o potencial hídrico subterrâneo, cem vezes maior do que o das águas superficiais. Do total, apenas 0,63% é água doce e grande parte dela mostra-se imprópria para consumo.

A água canalizada que chega às torneiras normalmente provém de águas subterrâneas ou superficiais, que são captadas, passam pelo tratamento, vão para os reservatórios e são canalizadas para distribuição. No entanto, quando incorretamente tratadas podem ser prejudiciais ao consumo humano. Eis alguns parâmetros que representam risco à saúde:

• Agrotóxicos: substâncias químicas, naturais ou sintéticas destinadas a combater pragas da lavoura e que possuem potencial tóxico para o meio ambiente;

• Substâncias orgânicas: de origem natural, resultantes de atividades antrópicas ou de reações químicas no decorrer do tratamento da água;

• Substâncias inorgânicas: compostos ou características da água que podem interferir no processo de tratamento ou causar problemas de saúde pública;

• Microcistinas: presentes no interior de alguns gêneros de cianobactérias (cianofícias ou algas azuis) e capazes de ocorrer no meio ambiente, produzem toxinas com efeitos adversos à saúde;

• Produtos secundários da desinfecção: dependendo do tipo de desinfetante usado no tratamento, devem ser analisados os compostos trihalometanos, monocloroamina, cloro livre, 2-4-6 triclorofenol, bromato e clorito.

Há também parâmetros com relação ao padrão de aceitação para consumo humano, como cor, turbidez, alumínio, ferro, manganês, sódio, zinco, surfactantes, sulfeto de hidrogênio, odor e gosto, que afetam a aparência e gosto da água. A amônia em reação com o cloro prejudica a eficiência na desinfecção. Teores elevados de cloretos podem interferir nos processos de tratamento e conferir sabor salino à água, ao passo que os sulfatos podem causar efeitos laxativos. A dureza indica presença de cálcio e magnésio, causadores de incrustações em tubulações. Etilbenzeno, monoclorobenzeno, tolueno e xileno são solventes orgânicos que podem comprometer a saúde. Sólidos totais dissolvidos evidenciam a presença de sais inorgânicos e o pH indica as características ácidas, neutras ou alcalinas da água.

Já nos parâmetros microbiológicos, a presença de coliformes, representados por um grupo de bactérias presente nos intestinos de animais de sangue quente, sendo alguns tipos também encontrados no meio ambiente, indica contaminação microbiológica. A existência de bactérias heterotróficas mostra contaminação microbiológica e está relacionada à presença de matéria orgânica.